segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Terceira lei de Newton na corrupção


Faz tempo que não venho a publicar nada no blog. Talvez porque minha mente esteja numa fase de absorção de muito conhecimento; há muitas ideologias, novos pensamentos e ideias passando por ela. Acredito que, de qualquer modo, sempre há; mas, nesse ano, o negócio realmente está pegando fogo. 


Em trabalhos em grupo, sempre me deparo com um problema relacionado ao meu ego, intelecto e afins. Eu detesto partilhar de opiniões que não são similares às minhas. Considere como egoísmo, como egocentrismo, tanto faz. Quando faço um trabalho, sempre espero que o produto final saia 100% o que eu quis transmitir, mas, quando o trabalho é coletivo, o resultado nunca é totalmente você, já que é feito a partir de inúmeras ideias.


Indo direto ao assunto, o que eu quero mostrar à vocês é um trabalho meu que, tecnicamente, era um trabalho coletivo, mas acabei me antecipando e fazendo alguns textos sozinha.

No trabalho, os treze atos de irregularidades do cidadão brasileiro e do político eram apresentados, e nós devíamos dizer se praticávamos tais atos, se conhecíamos alguém que os praticava (nesse caso, se sabemos de políticos que praticam) e se achamos, de forma geral, se os brasileiros praticam tais atos, e, depois disso, o professor pedia algumas reflexões.

Realize uma reflexão, seguindo o roteiro abaixo.



a) Análise das proposições e sugestão de outras proposições do dia-a-dia que também estejam relacionadas a condutas não-éticas.
b) Comparação entre o número de respostas afirmativas das três colunas. Procure explicar esses resultados. Que situação obteve mais pontos afirmativos? Por quê?
c) Com base nesses fatos e nessas hipóteses, crie conclusões. Existe coerência entre esses fatos ou eles são contraditórios? Se são contraditórios, que hipóteses podemos levantar para compreendê-los?

Nós, tecnicamente, devemos seguir crenças de deputados impostas sobre a sociedade. Cada ser humano atribui significados diversos ao mundo a partir de sua linhagem de pensamentos, e isso não se difere quando estamos falando de deputados; aqueles que fazem as leis. Todo o ser humano vive a partir de um conjunto de crenças que se estabilizou em sua mente a partir de tudo que já foi lhe proporcionado. Não atingimos um grau coerente de comunicação, pois ninguém escuta realmente o que o outro tem a dizer; todos apenas escutam a partir do que selecionam, escolhem ouvir, ou seja, a partir de suas próprias crenças. Então vivemos num mundo onde seguimos as leis do certo e do errado impostas por alguém. Mas, o que é, de fato, o certo e o errado? São conceitos que nascem a partir de arquétipos de uma determinada sociedade, cultura. Quando me deparo com diversos “SIM” dados à prática de tais irregularidades, me deparo com um povo que ou tenta se rebelar ao que é imposto como “certo”, por não acreditar nisso e sentir necessidade de ir contra, ou com um povo que simplesmente pensa o oposto disso, que não acha que é isso realmente o necessário para nossa vivência na comunidade, na humanidade.
As situações que obtiveram mais “SIM”s foram as da compra de produtos piratas e as de instalação de “gato”s na TV a cabo. Essas obtiveram mais “SIM”, pois, no meu estilo de vida (classe média, ensino de qualidade, moradia adequada, lazer acessível), são essas questões mais presentes, assim como a obtenção de documentos falsos. A partir de tudo isso, posso dizer que existe, ao mesmo tempo, uma insatisfação do povo com o governo e uma folga dos cidadãos em relação à melhoria desse mesmo governo. Digo, na utopia, queremos que não exista mais roubo no governo, que não exista mais nenhuma sacanagem ocorrendo por lá. Mas como isso acontecerá, se nós continuamos agindo dessa mesma maneira corrupta com nossas próprias vidas? Para vivermos sem lixo, precisamos arrancar esse lixo da mente da população de todos, não só da quem está no idealizado “poder”. É uma construção e melhoria a ser feita com, sem exceção, todos. Acabamos culpando apenas o governo pela corrupção. Mas e se nós formos corruptos também, como a situação fica?
Para conseguirmos melhorias, precisamos criar um consenso comum, no qual exista compromisso do povo com o governo e vice-versa. Sem um, não há o outro. Mas esse consenso precisa ser justo, precisa atender a todas as vozes. Muitas vezes a revolta do povo se dá pela falta de justiça que ocorre dentro do governo, e, vendo dessa forma, a revolta é coerente. Necessitamos de mudanças. Necessitamos de comunicação; que os outros escutem ao que eu realmente quero dizer, e não ao que eles pensam que estou dizendo.



a)     Analise as proposições da pesquisa sobre os atos de corrupção política. Você sabe a que cada um deles se refere? Já leu nos jornais ou viu nos noticiários algo sobre esses atos? Consegue relacioná-los com acontecimentos concretos?
b)     Compare o número de respostas afirmativas entre as três colunas. Você esperava esses resultados? Por quê?
c)     Faça uma comparação entre os resultados das três colunas. Que consequências se podem extrair desses fatos? Existe relação entre eles?

    Sendo sincera, eu não sei ao que cada um desses atos se refere. Fiz uma pesquisa superficial para poder responder “SIM” ou “NÃO” somente. Não costumo me antenar muito a notícias do mundo, pois não dou tal importância a tais notícias. Confesso que me importo, e assim, supro essa minha necessidade de me informar ao conversar com meus pais e outras pessoas de confiança que podem me proporcionar uma conversa coerente sobre o que anda acontecendo no mundo. Consigo relacionar esses atos de corrupção à acontecimentos concretos muito superficialmente, só me lembrando de algumas palavras-chave, partidos, etc.
Eu esperava todos os resultados. Esperava todos os resultados, pois é isso a que estamos submetidos. Desde pequena, sempre escuto como o país é corrupto, como existe roubalheira de quem está no comando e de como isso é sério. Com o tempo, tudo isso só foi se confirmando para mim. A sociedade, em todas suas formas, é corrupta, pois está em total fora de sintonia, harmonia, e, sendo assim, é apenas isso que consigo esperar. Para mudarmos tudo isso, precisamos de correções na mente coletiva.
Como eu disse anteriormente, a corrupção não está só na cabeça de quem está no governo. A cabeça está na cabeça de todos da sociedade, não importa a camada social. Para ocorrer mudanças efetivas no país, é necessário uma mudança e correção na mente de todos nós. Se estamos com merda na cabeça (desculpe o vocabulário chulo), as únicas pessoas que aparecerão para nos representar virão com merda na cabeça também. É basicamente como a terceira lei de Newton, de ação e reação. Se você emite corrupção no seu dia-a-dia, você receberá corrupção.

“Nossos problemas éticos estão concentrados nas elites ou são condutas presentes em todas as camadas da sociedade?”.

Nossos problemas éticos, de fato, estão distribuídos por todas as camadas da sociedade na qual estamos submetidos a viver. Recebemos o que emitimos, como na terceira lei de Newton de ação e reação. Se pensamos apenas no lixo e nos portamos como tal, as pessoas que são escolhidas para nos representar não passam de ser uma confirmação da nossa própria crença. Pois, afinal, vivemos a partir da crença de deputados, como dito anteriormente. Não há comunicação no mundo, todos escutam apenas o que querem a partir do seu conjunto de crenças e significados atribuídos a determinadas situações, sendo assim, nunca chegando a nenhum consenso, a nenhuma conclusão. Só vivemos no caos e na confusão enquanto não nos entendermos, não vivermos em sintonia e harmonia. Para você mudar um governo corrupto, você precisa, do mesmo modo, mudar suas atitudes corruptas também. É necessário muita maturidade e inteligência emocional inclusive para que você consiga chegar a esse ponto. Não é um problema que vem só de um lado, é um problema refletido no povo e no governo. Para vivermos em paz, finalmente, todas as vozes precisam ser escutadas e analisadas, a justiça precisa ser almejada. Mas como buscar pela justiça, se cada um dá um sentido diferente para esse mesmo termo? Vivemos numa sociedade na qual cada um cria seu consenso, a partir de sua história, a partir de todos seus arquétipos presentes em seu inconsciente, do “certo” e do “errado”. E o certo e o errado, são termos que realmente podem ser definidos? O certo e o errado dependem de uma determinada cultura, dependem de determinado conjunto de valores presentes na mente de tais pessoas. Como, conseguiremos, então, alterar, reverter, tudo isso? Nos comunicando. Nos comunicando de verdade, sem dar atenção ao nosso ego e intelecto quando estamos escutando ao outro, sem imaginar cenas a partir daquela cena real acontecendo diante de seus olhos. Pode parecer utopia, mas é o único modo. A presença de uma tirania, oligarquia, monarquia ou qualquer outra forma de “controlar” só nos afastarão desse objetivo comum: o fim da corrupção. Mas aí, me pergunto, novamente, queremos realmente o fim da corrupção? Ou só culpamos o governo por algo que também está, de fato, presente em nossas atitudes? Qual é o ganho de agirmos de acordo do que é corrupto? O ganho é uma sensação interna que você acredita que será preenchida de acordo com a realização de tal ato irregular, mas isso não passa de ilusão; você só estará se colocando contra a verdade, contra a mudança, contra a todos os outros. Para mudarmos, precisamos estar juntos. Precisamos escutar e, principalmente, entender.







Um comentário:

  1. Luíza, Adoro seu Blog, a postagem que eu mais gostei foi a: "E se nós fôssemos parte de um átomo?" Continue com seu blog, eu não comentava mas agora vou começar a comentar... Muitos amigos meus também gostam do seu Blog pois já os vi comentando sobre o mesmo. Obrigado por estes textos Ótimos.

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