terça-feira, 25 de setembro de 2012

"Gosto de heavy metal, mas também de pop."

Status social musical (Somos todos gay enrustidos!).




Se você é fã de metal, tenho quase certeza que vai estranhar a frase acima, e vice-versa. Parem e pensem. O que tem de errado com ela, afinal? Venho reparando que nos limitamos demais quanto aos nossos gostos, principalmente os musicais. E acho, - tenho quase certeza, na verdade -, que isso vem de um medo nosso. O medo de sermos julgados pela sociedade ou pelas pessoas que andam conosco que também escutam e são fãs do mesmo gênero que a gente. Porque diabos criamos barreiras quanto aos gostos? "Ah, se ela gosta de Metallica, é claro que não vai gostar de The Wanted." é uma afirmação que a maioria das pessoas fariam, quando, na verdade, o ser humano é eclético. Nós possuímos diversos gostos misturados juntos e não deveríamos achar isso uma coisa errada. Somos como gay enrustidos: Falamos que só escutamos um determinado tipo de música (rock), ou que só vemos determinado tipo de filme (terror/suspense), e acabamos nos sentindo culpados quando acabamos gostando de outra totalmente e diferente música (pop), ou outro tipo de filme (comédia romântica), e assim as coisas vão se aplicando... Sabe aquele tipo de homem que odeia admitir que gosta de assistir novela, só pra não ser zoado pelos amigos? A mesma coisa se aplica aqui. Um "rockeiro" nunca irá afirmar gostar de "Baby", do Justin Bieber por medo da zoação do seu grupo de amigos, porque, segundo eles, isso está totalmente errado. E quem se importa com o que é certo e errado quanto se trata das coisas que nós gostamos? Não estou tentando dizer aqui para vocês sairem na rua e começarem a dançar e cantar LMFAO num flashmob se vocês não gostam da banda, gênero, estilo de vida etc e nem que comecem a escutar Justin Bieber ao invés de Nirvana se você acha ele incrivelmente ruim, afinal, ninguém é obrigado a gostar de nada e muito menos a achar que tal coisa é boa. Entendo que cada um tem um gosto e jeito diferente, e não estou insinuando para que vocês mudem isso. Só estou falando para que aceitem que não é errado o ser humano ter gostos diferentes ao mesmo tempo, e que, se você gosta de coisas de outro gênero musical taxadas como completamente ruins pelas pessoas com quem você anda, não tenha medo de assumir que sim, você gosta, e que sim, você escuta, e daí, p*rra?! Não se limitem tanto assim! Nós criamos barreiras enormes desse jeito, impedindo que coisas novas, boas e diferentes do que estamos acostumados possam chegar até a gente.
Estou dizendo tudo isso porque ando reparando que "gosto musical" está virando (Ou já virou há muito tempo e eu só percebi agora) um status social enorme, onde um rockeiro não pode escutar reggae, um "popeiro" (Sim, inventei esse termo) não pode escutar metal e assim vai... E isso se aplica a tudo na nossa vida, se vocês repararem. Então parem! Não é errado gostar de duas coisas diferentes ao mesmo tempo, é até muito legal, na verdade. Por tanto, não tenha medo de dizer, assuma! Sim, somos todos um bando de gays enrustidos mesmo e precisamos sair do armário musical da vida! 
O.B.S:  Lembrem-se, respeitem o gosto musical dos outros, se não, pedras serão lançadas!

Aqui vai um vídeo musical de humor produzido pelo Comédia MTV pra vocês rirem e pensarem sobre o assunto (Levando em consideração outros pontos também, quem sabe):

Comédia MTV - Metal Fofo

domingo, 23 de setembro de 2012

A imagem.

(E outras questões que me vieram à cabeça...)



A imagem nos confunde. Afasta-nos da nossa alma e da nossa verdadeira essência. Nossa existência não se baseia em nossa aparência física, mas isso acaba contando muito como parte de nosso ser, infelizmente, em nossa visita superficial ao planeta. Vejamos, se você mudasse de corpo, por exemplo, não iria se sentir totalmente desorientado? Até mesmo com uma crise de identidade, questionando-se, afinal, quem é você? O que você é está na sua alma, no seu espírito, mas acabamos nos apoiando em nossa aparência quando pensamos nessa questão.   
         
 Quando me olho no espelho, me perco. Perco-me em mil pensamentos que nunca serão respondidos. Penso na existência humana e no universo. Porque existimos? Como tudo começou? O que há no universo? O que há nas galáxias? Tantas questões são tão inexplicáveis, e acredito que se manterão assim. Existem questões que foram feitas para se permanecerem no total mistério que a natureza pode nos oferecer. Não importa o quanto cientistas pesquisem, algumas coisas, sempre ficarão em branco. Ainda mais para seres que usam apenas 10% de seu cérebro como nós. Tanto nos atordoa, não é? Mas, voltando ao principal assunto, me perco principalmente no pensamento “Quem sou eu?”, pois, não sou a pessoa do espelho. Isso é apenas um corpo. Quem é a verdadeira eu? Quem é a que está aqui dentro? Aquela que está por trás disso tudo? Vejo-me presa numa máscara. Numa máscara que me esconde da minha verdadeira essência e personalidade, uma máscara que simplifica o processo de autoconhecimento inteiro. É tudo tão superficial, até mesmo para aqueles que se julgam tão intelectuais em relação aos outros. O mundo físico acaba sendo superficial de qualquer modo, pois nunca entramos no assunto de um mundo espiritual, um mundo que não enxergamos e que está acima do visual. Existem tantas coisas acima e abaixo de nós - E não, não me refiro ao céu e inferno -, tantas coisas que ainda precisam ser pensadas, mas que nunca serão. Como disse antes, a natureza tem seus mistérios, seus segredos e seus modos de se manter escondida dos seres vivos, pesquisadores, loucos por conhecimento. Por mais que procuremos, menos acharemos. A nossa existência, no planeta terra, se permanecerá superficial. Porém, de algum modo, já está tudo ali. Quando vemos que a forma de um átomo é a mesma do que a do sistema solar, já vemos que tudo está interligado, e que tudo já está aqui, em frente de nós. Um raciocínio tão complexo pode se transformar em num tão mais simples. Quando vemos um mamífero dando a luz e cuidando de sua cria, parece que não há mais nada faltando. Naquele momento, tudo está certo e não há mais nada para ser dito. De qualquer modo, estamos num processo de evolução, principalmente da mente, e cada vez mais, expandiremos nossos conhecimentos sobre a vida e, descobriremos que a vida não é apenas aqui, na terra, mas sim, em vários outros campos que podem ser até mesmo estudados pela física, ou compreendidos como campos espirituais e de energia. Eu acredito que quando morremos, vamos para outra, completamente nova, dimensão.

Retomando ao assunto principal do texto (Reparem o quanto fico louca diante deste turbilhão de pensamentos), quando nos apoiamos apenas em nossos aspectos físicos para nos entendermos e nos compreendermos, perdemos fácil a razão e o “sustento” que temos sobre as coisas. Somos muito mais do que uma imagem. Somos aquilo que ninguém nunca irá descobrir. Somos nossos pensamentos e nossa alma, que engloba tudo. Todas as questões do universo estão interligadas perante as almas. E pensamentos não são transmitidos por nossos olhares, que, muitas vezes, parecem tão ingênuos e tolos, quando na verdade, só aparentam ser! Nosso ser é muito mais do que tudo que já pensamos que ele fosse.  

Estava observando um vídeo meu do ano passado. Estava me julgando pela minha aparência, pelos meus gestos. Momentaneamente, ridículos. Mas logo mais, reparei que ano passado eu possuía a mesma capacidade de raciocínio do que hoje. Tenho a mania de me julgar como burra sempre quando se passam alguns tempos, meses, anos, etc. Perco a minha identidade facilmente. É como se morresse e renascesse várias vezes ao ano. Eu subestimo minha antiga eu de um modo que ninguém jamais subestimou. Logo mais, me subestimarei novamente. O ser humano sempre auto se sabota e se engana, por mais inteligente que seja, por mais razão que possua. Sempre faltará uma peça no quebra-cabeça da vida para que possamos entender tudo isso, porque sempre estamos em procura de mais e mais, quando na verdade, se repararmos, já está tudo escrito na nossa frente. Repetindo, um tema complexo pode ser tão simples e vice-versa. Nunca entenderemos de fato a vida. Existem tantas questões que estamos atrás que se mostram inacabadas, ocultadas e outras que nem sequer foram explicadas. O mundo é infinito, e existem questões que só iremos entender quando em outra fase de espírito nós estivermos. E sim, existem questões que nunca serão, de fato, explicadas. Existem coisas que devem se permanecer num total mistério e desconhecimento, pois, afinal, é isso que nos dá esperança. Esperança é algo ideológico, algo... Mágico? Misterioso? Descrevam-na do jeito que preferirem. E esse mistério, que irei chamar até de magia, dá também a energia que parece englobar toda a vida. Essa energia que faz tudo estar vivo, tudo funcionar. Essa energia que pulsa em nós e que parece estar em todos os objetos, locais e pessoas. E é essa energia que chamo de “Deus” (Como podem ver, minha perspectiva para Deus é muito diferente da maioria). Deus é tudo. Deus é essa coisa, - sensação, quem sabe - inexplicável que engloba todo o universo. Deus não é, na minha cabeça pelo menos, um senhor barbudo que criou tudo e que pode ser um humano como nós. Deus é um estado de ser, Deus é a energia que pulsa no mundo, na vida, na natureza, no universo.