sábado, 10 de novembro de 2012

Ela & Ele.


Ela & Ele.


Era a terceira vez naquele mês. A terceira vez que tudo já havia dado errado. Ao chegar em casa, correu para o quarto, trancou as portas, caiu na cama e chorou, chorou até não sobrar mais nada. Sentou-se em sua cama, segurando junto a seu corpo o travesseiro agora molhado que logo em seguida começou a socar, com um olhar de fúria em seus olhos. Soltando raiva por toda parte, ela estava devastada. Por mais que ela tentasse, não havia mais nada a ser feito. Cansada de aguentar as mesmas tensões de casa, decidiu que iria sair para a rua, tomar um ar fresco. Limpou seus olhos, pegou um casaco e saiu, sem dizer uma única palavra à seus pais, que nem notaram-na indo embora.
      Logo ao sair de casa, seu olhar mudou. Não porque ela estava melhor, mas sim porque havia voltado à mesma expressão facial que usava todos os dias para disfarçar a dor dos outros, a mesma que ela usava para mostrar aos outros o quanto ela era forte e agradável. Ela reprimia roda a dor acumulada. Não queria que ninguém a visse, que ninguém a conhecesse realmente. Afinal, em sua mentalidade, não havia nada nela que valia a pena ser mostrado.


      Era a terceira vez naquele ano. A terceira vez naquele ano que seu coração foi partido novamente. Ele estava cansado de ser abandonado por todas as garotas que ele um dia chegou a conquistar. Estava cansado de ser esse romântico bobo de sempre que nunca consegue nada pra valer. Era a terceira vez naquele ano que mais uma garota que ele gostava estava com outro. Chegando em casa, cercado de todos os amigos, sentou-se e fingiu não se importar com o rompimento de mais um relacionamento. Todos os amigos gritavam “Agora aquela gostosa está a solta! Quem será que vai pegar ela primeiro?”, e ele ria, mas na verdade, estava só fingindo mais uma vez. Estava devastado por dentro, mas nenhum amigo seu podia saber disso, iriam zoá-lo. “Não se preocupa não, cara! Logo aparece mais alguma gostosa pra você pegar!”, disse um amigo para ele, enquanto todos os outros riam. Queria ir embora. Não aguentava ficar mais naquela sua casa cheia de amigos inúteis. Pegou dinheiro e disse à todos “Eu to saindo. Mas sintam-se livres para pedirem uma pizza.”, disse, enquanto pensava no quanto os amigos nunca apreciavam tudo que ele fazia à eles. “Aonde você vai?”, perguntou um dos amigos. “Vou andar um pouco de skate pra esfriar a cabeça.”, respondeu. “Esfriar a cabeça? Ih, cara, não esquenta! Mas cá entre nós, pra quem você dá aquela sua ex gostosa? Pra mim, né?”, e, deste modo, os amigos continuaram rindo, enquanto ele só mais triste ficava.


Ela não sabia para onde ir, literalmente havia perdido a cabeça com mais aquele dia sufocante, onde teve que lidar com todos rindo dela novamente na escola por ser diferente demais. Ela não aguentava mais aqueles pais que para ela nem ligavam, a ignoravam. Ela só queria ser escutada por alguém, mas não havia ninguém para isso. Todos eram iguais, todos eram idiotas. Todos os dias ela estava triste e ninguém reparava. Séria, tensa e preocupada com tudo ao seu redor, havia séculos que não se divertia.
Andou muito e só encontrou um lugar decente para ficar: O parque. Nele, a parte mais legal sem dúvidas era a rampa dos skatistas, e, com certeza, ela ficaria lá observando-os.
Sentou-se num banco enquanto logo quis se esconder. Um menino de sua escola antiga, totalmente babaca, estava andando de skate em sua frente. Ele era daquele tipo de cara que seguia tudo o que os amigos diziam. Aquele tipo de cara banal, com a cabeça fechada que não se interessa por nada além de rir dos outros. Ele ria dela. Será que ele tinha a visto? “Espero que não”, pensava. Ela não queria ser vista por ninguém. 


Enquanto andava com o skate, ele ainda estava pensando no porque de ser amigo desses caras idiotas e do porque dele sempre se dar mal no amor. Ele se sentia um babaca completo. Para começar, ele era mau com todos os caras diferentes dele na escola, e sempre estava caçoando de todos pelas suas costas. Ele precisava mudar, não conseguia suportar mais por um segundo ser ele. Na verdade, nem ele ele estava sendo, porque, na realidade, ele era algo que nunca havia mostrado a ninguém. “O que há de errado comigo?”, pensava, enquanto, de repente, avistou ela. Ela era aquela garota que estudava com ele mas saiu por ter sido zoada demais. Ela era aquela garota esquisita que ele até mesmo zoou. Ele nunca havia reparado no quanto ela era bonita. Ele caiu do skate, distraído, ainda olhando para ela. Levantou-se, arrumou sua camisa de marca, que, na verdade, ele odiava, e foi em direção dela. “Oi. Você é aquela menina que estudava comigo, não é?”, disse, tentando ser simpático. “Sim, eu sou.”, ela respondeu, com a cara emburrada, tentando dar um sorrisinho. “Então, o que você está fazendo aqui?” “Nada. Só observando.” “Só observando?”, indagou ele “Sim.”, ela respondeu, friamente. “Olha, me desculpe. Eu sei o quanto eu fui um idiota com você quando estudávamos juntos, e saiba que gostaria de retirar tudo aquilo de ruim que disse. Você não é nada disso.”, desculpou-se, assim que reparou o quanto brava ela ainda aparentava estar. Era verdade, ele realmente havia sido um otário. “Eu vou te desculpar só porque eu não tenho nada melhor para fazer. Mas só por isso.”, ela respondeu, com um leve sorriso se abrindo no canto de sua boca. “Então, disposta a conversar?”, ele disse. Como sempre, ele era muito comunicativo e, quando estava longe de seus amigos, era sempre aquele simpático, amigo e inofensivo, que não machucaria nem uma mosca. Ela não pôde ignorá-lo, e assim, conversaram.


Ela havia reparado o quanto ele era diferente sem os amigos. O quanto ele era amigável... A conversa fluiu de um jeito tão bom que ela nem se sentiu envergonhada. Ele era um cavalheiro. “...E, na verdade, eu odeio essa blusa aqui. Eu não usaria isso nunca.”, ele resmungou, ao final de uma frase qualquer. “Então porque a usa?”, simplesmente, ela perguntou. “Porque é...”, ficou quieto ao reparar na mais pura verdade “Porque é o que os meus amigos usam.” Pelas expressões confusas dele, ela conseguiu notar o quanto ele queria mudar mas não sabia nem por onde começar. “Eu vou te ajudar.”, disse, mas, desta vez, com um grande sorriso. “Você faz assim: Largue todos esses seus amigos, que, na verdade, nem ligam para você. Não seja igual a eles, você sabe que não é. Você tem gostos e valores diferentes dos deles, e isso não é ruim. Não se perca...”, ela não conseguiu continuar ao reparar o quanto ele era lindo “Como estava dizendo... Não se perca, junte-se àqueles que te respeitem como você é.”, por fim, respondeu. “Mas a verdade é... Eu não sei quem eu sou.”, ele confessou, parecendo confuso. “Claro que sabe. Você é tudo aquilo que você faz quando ninguém está por perto.”, ela disse, fazendo com que todas as dúvidas de sua cara desaparecessem. “Então meu gênero musical favorito não é eletrônico, e muito menos rap... É rock! Assim como meu estilo de roupas que não é esse, todo mauricinho... Eu gosto de usar são roupas casuais, bem básicas, sem nada dessas marcas e símbolos. Eu gosto é de ser legal com as pessoas, e não de agredi-las... Eu sou bom, não sou?”, ele perguntou, confuso. “Você é. Por tudo que você me disse, só pude reparar no quão generoso você é. Você só está dando essa generosidade às pessoas erradas.”, serenamente, ela respondeu. “É, é verdade...”, ele refletiu, relembrando de todos os momentos que esteve lá por seus amigos e suas namoradas, nas nenhum nunca esteve lá por ele. Isso tudo soava um tanto idiota, mas ela sabia o quanto esse processo era importante para ele, e, de verdade? Ela se importava. Ele estava se esclarecendo enquanto ela assistia e ajudava, e isso era o melhor que ela já podia ter feito à alguém que ela nem gostava... Até agora.
“Mas agora chega de papo. Vem comigo. Você vai aprender a andar de skate.”, ele disse, passando seu capacete para ela. “Não, que é isso!”, ela gritou, enquanto ele a empurrava. Já era tarde demais. Quando ela viu, já estava na rampa com um skate na mão e ele bem atrás dela, segurando-a e falando tudo que ela deveria fazer.


Deslizando a rampa com o skate, seus joelhos já estavam todos ralados e o capacete fora do lugar, mas      ela estava sorrindo enquanto ele gritava “Quase isso, quase isso!” seguindo todos seus movimentos, logo atrás dela. Ela continuou tentando fazer as manobras, mas só caia, caia e caia. Estava sangrando desde os pés até as pernas, mas não estava nem aí. Era a vez dela de sentir a sensação de liberdade. A vez dela de se sentir aos ventos, divertindo-se, e era exatamente isso o que aquele momento estava trazendo à ela. “Você está bem?”, ele gritava, e ela apenas dizia que sim com a cabeça, rindo como uma louca desamparada enquanto ele dava a mão para ela levantar novamente. Todos os outros ao seu lado estavam rindo, mas ele não ligava, e, pela primeira vez, ela passou a não ligar. “Seu primeiro dia de aula foi muito produtivo.”, disse ele, enquanto reparava em todos os machucados nela, que sorria para ele com os olhos mais brilhantes do mundo. “Espero que seus pais não pensem que eu sou um drogado que num momento de raiva te machucou.”, e, novamente, ela riu. “Não se preocupe. Não verei eles hoje e, na verdade, não sei para onde ir.”, soltou ela, que via agora suas preocupações voltando. Suas feições logo endureceram, e, rapidamente, ele reparou e acrescentou: “Não precisa ir pra lugar nenhum. Vamos ficar juntos por hoje. Você pode ficar lá em casa, não tem ninguém por lá.” Ele sorriu ao reparar que a seriedade no rosto dela havia sumido de vez quando ele falou isso. “Muito obrigada”, ela disse num tom de alívio e felicidade. “O que vamos fazer agora?”, perguntou. “Vou te levar na melhor lanchonete da cidade.”, ele disse, dando uma piscadela e a segurando-a pelas mãos. “Vamos.”
      O dia se seguiu assim, com os dois indo de lá pra cá, rindo o dia todo, conhecendo tudo um da vida do outro. Ela nunca havia se sentido tão bem e ele estava encantado por ela inteiramente. Nunca imaginou que ela poderia ser tudo aquilo, nunca imaginou o quanto se divertiria perto dela. Ele queria, desesperadamente, beijá-la.



      “Vem aqui.”, ele disse, já em sua casa, enquanto arrumava o sofá onde ela iria dormir. Sua casa estava completamente vazia, os pais haviam viajado, e como ela não queria voltar para sua casa de jeito nenhum, ele achou que não haveriam grandes problemas em tê-la por perto durante toda a semana. Para falar a verdade, ele até pensou que haveriam problemas com os pais dela, mas esses nem se preocuparam em ligar para a filha para saber onde ela estava. Por tanto, ele decidiu que seria ele quem ficaria com ela, seria ele quem ligaria, de fato, para ela. Assim que ela chegou, sentou-se ao seu lado no sofá, olhando para ele. Novamente, ele se via encantado. De algum modo esquisito, ela era diferente dele, mas era tudo que ele queria. “Você sabe o quanto você é bonita?”, disse, observando o quanto isso deixava-a envergonhada, com as bochechas vermelhas. “Na verdade, não sei. Quanto?”, perguntou, com a cabeça abaixada. “Mais do imaginável.”, respondeu, levantando a cabeça dela pelo queixo suavemente pelas mãos. Tirou todos os fios de cabelo que estavam sob o seu rosto, passando-os por trás de sua orelha. Segurou-a pela cintura e a beijou. Ela se sentiu toda desengonçada, mas algo em sua cabeça dizia que o certo era passar os braços sobre seu pescoço, e, por tanto, assim o fez. “Você é estranha, louca, divertida... É tudo o que eu queria.”, disse, enquanto agora a envolvia com seus braços. A música que estava tocando enquanto se beijavam no som da casa era a música favorita dele, chamada “Live and let die”, do Guns N’ Roses.
     

A semana se seguiu assim, e ela não sabia suportar esse sentimento, nunca havia o sentido de modo tão forte. Ela o amava. O conhecia fazia mais de um ano, mas foi dessa vez que de vez se apaixonou. Foi dessa vez que ela o conheceu de verdade. Achava que ele era só mais um garoto igual a todos os outros, mas, na verdade, ele era o único que fez com que ela se sentisse importante e especial, por mais brega que isso soasse em sua cabeça que se negava constantemente ao amor. Ela estava amando, e não sabia o que fazer, não sabia como agir. Mas ele estava guiando-a como um cão guia seu cego dono. Ele era dela, e ela era dele. Ela nunca esteve mais feliz.
      Ele não conseguia parar de pensar no quanto o toque dela o fazia feliz, no quanto ela fazia com que ele se sentisse único. Todos em sua vida nunca o viram como um cara diferente. Apenas ela e somente ela pôde reparar nisso. Ele estava loucamente apaixonado por absolutamente tudo nela. Todos os defeitos e qualidades. Por algum motivo, ele sentia vontade de cuidar dela. Sentia vontade de fazer com que ela se sentisse amada. Talvez estivesse pensando assim depois de tudo que ela contou sobre sua vida à ele. É, ele queria fazê-la se sentir bem consigo mesma. Ele nunca havia notado nela até ela se manifestar para ele como ela havia feito essa semana, e foi a melhor coisa que já pôde ter acontecido. Ele nunca achou que duas pessoas com vidas tão diferentes pudessem ser, na verdade, tão parecidas. Agora eles estavam juntos. Era isso que ele queria.
      E era isso que ela queria. Ela queria apenas abraçá-lo e não soltá-lo mais. Fazer com que ele se esquecesse de todas as outras que só fizeram mal à ele. Ela queria agradecê-lo por tamanha felicidade.



Numa noite, meses seguinte, os dois deitaram-se juntos, e, numa hora, pararam para refletir em tudo que havia acontecido em tão pouco tempo. Era engraçado como ele fazia com ela se divertisse sem ao menos saber de tão séria que antes ela era todos os dias. Era engraçado o como ela fazia com que ele se sentisse único sem ao menos saber, de princípio, todos seus problemas. Era engraçado como os dois se completavam, mesmo aparentando ser tão diferentes um do outro. Era engraçado o quanto eles eram parecidos, na verdade. No começo, os dois acabaram se ajudando sem saber nada sobre o outro. Ele fez com que ela se sentisse relaxada, e ela fez com que ele se sentisse diferente. No final das contas, ele ainda não sabia, mas a verdade era ter conhecido ele havia sido o melhor acontecimento da vida dela. E, do mesmo jeito, ela também não sabia que a verdade era que, para ele, não houve coisa melhor do que ter a companhia dela durante todos esses meses. Ela tinha sido a melhor coisa que havia acontecido na vida dele, e vice-versa. Foi ele quem proporcionou a maior diversão à ela. Foi ela quem proporcionou os maiores aprendizados à ele. Ele era aquele que havia ensinado à ela o que era diversão e ela era aquela que havia ensinado à ele o que era individualidade. Mas, fora a tudo isso, os dois haviam se ensinado, principalmente, o que era o amor. Um sentia-o demais, e a outra, nem fazia ideia do que era.
“É engraçado o como a vida está sempre pronta para nos surpreender. É engraçado o como eu nunca imaginei que estaria com você, e agora, estou. É engraçado como existem tantas coisas boas que o mundo tem à nos oferecer, e é mais engraçado ainda o como nos negamos a enxergar a verdade. E a verdade é essa. Aqui e agora. Nós dois. Quem diria?”, ela disse com suas sábias palavras, enquanto ele a envolvia com seus protetores braços.

Luíza Buendia.

Julgamentos e derivados.

Afinal, todos nós julgamos de uma maneira ou outra.


Quis passar hoje rapidamente por aqui para dar uma refletida sobre o quanto nós julgamos outras pessoas. Vocês já repararam o quanto as fofocas estão presentes entre nossos assuntos, mulheres? Mulheres, homens, tanto faz. De certo modo, elas estão em tudo. E vocês já repararam que nós acabamos falando mal de pessoas que não passam de nossas conhecidas? No mundo em que vivemos, estamos repletos de pessoas subestimando as outras o tempo inteiro. Pessoas que desvalorizam as outras por não saberem quem elas realmente são, do que elas realmente são capazes. Às vezes, nós, humanos, passamos a impressão errada para os outros, e isso faz com que eles pensem que somos só aquilo que eles viram, quando, na verdade, somos inúmeras pessoas dentro de um corpo apenas. É engraçado o quanto limitamos as outras pessoas e a nós mesmos também com rótulos, achando que elas são só aquilo que aparentam ser ou o que vimos nela em um momento breve. Colocamos rótulos em tudo, generalizando todos os jeitos das pessoas desse mundo, limitando-as de serem mais do que aquilo que "devem" ser. O que enxergamos nas outras pessoas é só a ponta de um ice-berg enorme e gigantesco que é a complexidade humana. 
"Viado", "depressiva", "patricinha", "puta", "riquinho"... Os rótulos, de modo ou outro, são maldosos e totalmente superficiais. Precisamos aprender que todos temos uma história diferente a contar, que todos temos nossa personalidade, que pode até ser marcada por uma característica mais forte sim, mas temos que saber que existem muitos lados dentro de um humano só. Eu, por exemplo, tenho milhões. Nem a própria pessoa consegue se conhecer por inteiro. É difícil "conhecer", de fato, uma pessoa. Sempre há muito em jogo. Nunca pense que você conhece uma pessoa por inteiro, nunca saia julgando a vida dela como se isso não valesse nada. Normalmente atribuímos a questão de pessoas que julgam só àquelas que aparentam ser mais fúteis, mas não. Toda a pessoa, não importa se é popular ou não ou qualquer outra coisa do tipo, julga. E é isso que temos a aprender. A respeitar e ser respeitado. E quanto as fofocas? Cada um tem a sua vida, não tem nada que se meter na vida do outro. Chega de comentários maldosos, pessoas cruéis que falam mal pelas costas... Toda essa intriguinha besta leva a coisas piores como, por exemplo, o bullying. Os estereótipos estão por toda parte, não é mesmo? Parem e repensem. Vocês não conhecem aqueles que vocês xingam de jeito tão intenso como parece ser. Cada um é cada um, por tanto, coloque-se só aonde te interessa: Na sua vida. 
Apesar de tudo o que eu disse, acho que não é preciso levar todas essas questões tão a sério. Digo, não estou falando para vocês pararem de terem opiniões sobre certas pessoas. Afinal, cada pessoa, de fato, tem um tipo diferente de ser que em muitos momentos podemos identificar e dizer se gostamos ou não. Só estou falando aqui que mesmo elas tendo um certo jeito de ser, não significa que elas são só aquilo que você acha que elas são. Todos tem um motivo por trás do que pode ser observado pelos outros, todos tem uma história. Todo mundo é mais do que aparenta ser. Só estou falando para cada um, também, cuidar apenas da sua própria vida, sem desrespeitar a vida do outro, sem ficar fazendo essas fofoquinhas ridículas. Só estou falando aqui que não aguento mais rótulos, que geram mais tarde crueldades, em tudo!

Filme sugerido para esse assunto: The Breakfast Club (O Clube dos 5)