segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O ataque da madrugada

A insônia me aprisiona! 


Passo algumas noites em claro só pensando, me complicando e me aliviando. Meu coração bate rápido, minha respiração acelera; a ansiedade está de volta assim como meus mesmos medos. Eu sou feliz? Por qual motivo estou aqui? O que defendo, o que valorizo? Será que tudo está valendo a pena, será que estou no caminho certo? Fiz a decisão errada? Pânico. Me sinto perdida, sinto uma nostalgia terrível. Todos meus anseios, sonhos e pesadelos se misturam numa obra abstrata que é a minha mente. De repente, o universo inteiro cabe nela num piscar de olhos. Eu nunca entendi o segredo da vida. Na mesma proporção que ela te assusta e te intimida, te dá curiosidade o bastante para você buscar por todas as respostas de seus mistérios e desafios. Seria o amor real? Para onde irei? Frio na barriga, vontade de voar para longe e nunca mais voltar. Tantas questões mal resolvidas, tanta instabilidade enquanto vôo. Ainda não provei todos os sabores da vida, ainda não dei minha palavra final, e assim espero nunca dar. Quero ser jovem para sempre, poder usar meu espírito e alma como salvação. Ainda há tanto para enfrentar... Será que consigo? Dúvida. E quanto aos meus amigos, todo o amor que tenho para dar? Eu não quero dizer adeus, não quero viver de encontros e desencontros. Não quero ficar longe daqueles que amo, assim como não quero magoá-los ou perdê-los. Não suportaria a solidão, mesmo fingindo às vezes gostar dela. Medo e empolgação. O que está por vir?

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